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ARTIGOS

CARTA AOS PAIS QUE SE SEPARAM

DRA ANDREIA MENDES

30 MAIO

 

 

Caros pais,

Aquando o sim, constrói-se um projecto de vida importante em que estão incluídos o crescimento equilibrado, harmonioso e feliz de filhos.

Nem sempre esse projecto decorre conforme foi idealizado e surge a ruptura, a separação. Todos têm consciência de que apesar de deixarem de ser marido e mulher não deixaram de ser pai e mãe. Esta afirmação é, sem dúvida, verdadeira. Contudo, é muito importante reflectir outros aspectos que interferem com o desenvolvimento/ caminho dos vossos filhos.

 Aquando o momento de ruptura e da separação, os intervenientes entram em crise; uma crise alimentada pela tristeza, pela zanga, pelo aumento das responsabilidades, pela adaptação a toda uma nova vida.

Esta mescla de sentimentos nem sempre nos deixa centrar num aspecto muito importante: o presente e a necessidade de criar novas respostas para os nossos filhos.

Sabemos que se conseguirmos falar com alguém amigo ou mesmo um técnico especializado, procurando compreender o que está a acontecer, conseguimos uma diminuição significativa do stress e contribuímos de uma forma saudável para a resolução da crise. Esta tarefa é individual e pertence a cada um dos pais.

s Todas as mudanças que ocorrem têm um sentimento que os atravessa: o sofrimento decorrente da rejeição. Esta rejeição encontra-se presente nos dois: pelo que sofre o choque da perda mas também pelo outro que, muitas vezes, considera que não foi aceite na sua singularidade, no seu modo de estar e ser.

Não procurem a vitimização e, sobretudo, que esta não aconteça perto dos filhos. Culpar o outro não diminui o sofrimento nem permite compreender verdadeiramente o que está a acontecer.

A resolução do conflito atinge-se quando existe uma compreensão da situação, mas também quando os pais conseguem assumir a sua responsabilidade. “Ninguém é totalmente responsável pelo problema, mas todos são uma parte.

A reconstrução emocional e da própria vida atinge-se quando compreendemos que a situação que está a acontecer e sobretudo, que o sofrimento gerado não foi em vão.

Decerto que tomar uma decisão tão significativa como o divórcio não pode conduzir a uma situação a outra pior.

Acreditem que conseguem fazer as coisas de maneira diferente. Este é o desafio que trás os verdadeiros benefícios para vós e para os vossos filhos.

 

Fiquem bem

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