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PSICOLOGIA CLÍNICA

O DIVÓRCIO DOS PAIS

O divórcio numa família implica necessariamente reestruturações, tanto no que se refere ao quotidiano, como às crenças anteriormente instituídas por cada um. Para cada criança ou jovem que vivencie esta experiência de perto, isso não é exceção. Implica um processo de adaptação a uma nova realidade, muitas vezes indesejada ou incompreendida pelos próprios e que por vezes conduz a emoções e comportamentos desajustados e excessivos de agressividade, irritabilidade, culpa, tristeza, desânimo e revolta, entre outros.

É por isso que a intervenção com crianças e jovens nesta área poderá assumir um papel primordial, no sentido de ajudar a compreender melhor a situação por que estão a passar e a saber olhar para além da “perda”. É importante para a criança perceber que o motivo que leva os pais a separarem-se é dissociável do amor que sentem por ela e que isso deverá ser algo indiscutível. Da mesma forma que será importante fazê-la entender que as coisas não vão ser iguais, pois o pai e a mãe já não estão juntos, mas isso não implica que se mude para pior. Supostamente os pais deverão tomar esta decisão tendo em conta o próprio bem-estar da criança/jovem e é isso que deve prevalecer. Progressivamente a criança aprenderá a integrar e a aceitar a sua nova condição familiar, com a ajuda de todos.

Assim, no processo de intervenção, para além do acompanhamento direto à criança/adolescente, torna-se igualmente importante na maioria dos casos trabalhar junto de cada um pais, de modo a capacitar os mesmos de estratégias eficazes para saber como lidar com a criança nesta fase.



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